quarta-feira, 26 de março de 2008

Indo à Bahia - primeira etapa das férias

A ida já começou sob a forma de uma grande aventura. Verdadeiro "programa de índio". Viajar com 3 crianças pequenas e trocentos quilos de bagagem não foi tão fácil quanto pensamos que seria :(
Mas tudo bem, aterrissamos com vida - mesmo que precária- em Salvador. A excitação inicial começou a se dissipar quando descobri que custava nada menos de 180 reais para ir até o apartamento onde ficaríamos, há cerca de 40 km do aeroporto. Chegando lá, à noite, não havia comida (isso era óbvio, mas também não havia onde comprar; acabei indo de carona de em uma moto pra tentar arrumar um pãozinho pras crianças), não havia água potável, não havia toalhas ou lençóis, não havia chuveiro quente. No segundo dia pegamos uma van de volta ao aeroporto e alugamos um carro. O valor do carro para 12 dias seria o equivalente a pegar um táxi 3 vezes para Salvador, só ida. Isso valeu :)
E não só táxi é caro na capital baiana e adjacências; tudo está pela hora da morte, tudo!E a qualidade do que você recebe em troca é pra lá de duvidosa...

O apartameto onde ficamos, e no qual o dono garantiu que nos hospedaríamos melhor do que num hotel 5 estrelas, foi uma tremenda furada. E, no fim, nós deveríamos nos contentar com o apartamento "xumbrega", pois se estava ótimo para políticos de Brasília, estava mais que bom para o "bando de animais" que éramos. E não poderíamos esperar um hotel 5 estrelas para seres tão remelentos e babentos como nós. E com crianças atentadas, ainda por cima! Foi mais ou menos o que o proprietário nos falou pelo telefone. O motivo? a porta do box quebrou em cima da minha mãe, por não estar em boas condições de uso e segurança, como todo o resto do apartamento, e o cara queria que consertássemos (com o orçamento que ele fez, claro). Isso tudo com direito a xingamentos e ameaças de despejo com ajuda policial. E o cara se dizia advogado. Todo educado ao telefone ANTES do pagamento do aluguel. E um verdadeiro TROGLODITA após o pagamento ANTECIPADO. Aliás, as camareiras do condomínio falaram que esse era o golpe dele: pagamento antecipado, antes de entrar no apartamento, daí não cabia devolução. Caso os hóspedes não estivessem satisfeitos, ba-báu! Pelo menos a praia era boa, o que meio que compensou a sujeira, a ferrugem, o box quebrado, a porta que não abria, a falta de toalhas e lençóis, a água fedorenta, a máquina de lavar vazando etc.

Mas o que esperar de um advogado que acha que os políticos de Brasília são a mais perfeita nata da sociedade brasileira, verdadeiros seres superiores a todos os demais humanos viventes no planeta?

Como pontos positivos posso destacar as praias belíssimas, o projeto TAMAR, UM restaurante bom, a simpatia dos trabalhadores do condomínio e de alguns outros hóspedes, os meninos se divertindo na piscina e o sol :)

A lista de pontos negativos é um pouco mais longa: a tal apartamento meia-bomba, a água fedorenta das torneiras, a lentidão das pessoas pra tudo, o preço de tudo, a sujeira da cidade, os mendigos que te cercam em todo canto, os vendedores pra lá de chatos e insistentes, as pessoas que os restaurantes contratam para te puxarem pelo braço para entrar e comer, o péssimo atendimento dos garçons, as inúmeras tentativas de algumas pessoas de tirarem alguma "vantagem", assim que notavam que havia estrangeiros no grupo etc etc etc etc.

Ainda por cima TODOS ficamos doentes. Mas nessas condições, era meio óbvio que isso aconteceria. O filhinho da minha amiga, de 2 anos, teve que ser internado um dia inclusive.

Balanço final: DETESTEI Salvador e adjacências e tive a certeza de ter jogado dinheiro fora. A capital baiana está completamente fora de cogitação para nossa morada no Brasil.

E os baianos que me desculpem, mas assino embaixo e dou fé.
Adriana

5 comentários:

Luana Artuso disse...

Amiga... Sei bem o que é Salvador!

E vc resumiu muito bem!

Aceite meu convite e na próxima venha conhecer Curitiba!

Beijos

Daiana Vasquez disse...

Faltou falar do trânsito insuportável! hahahaha

Só não troque o lugar pelas pessoas, companheira!

Keli disse...

Oi Adriana,adorei seu blog...
E sobre Salvador, eu concordo com genero, numero e grau... morei naquele lixo por dois anos e sei bem oque vc passou... o preço das coisas lá vai de acordo com o sotaque... Eu costumo chamar Salvador de "Angola" brasileira...
beijao

Anônimo disse...

Concordo com tudo, tirar vantagem parece até um esporte do estado. Tentei ir para jequié para conhecer o interior da Bahia, foi a pior asneira que fiz. Não gostei de salvador e nem do resto da Bahia, os baianos que me perdoem, mas foram lentos até mesmo na hora de levar a civilização para aquele estado, só traumas na Bahia de todos os prantos.

Anônimo disse...

Pra mim você não teve em Salvador mesmo. Não ter água potável, aí a apelação já foi demais. Não ter algum local próximo pra comprar comida. Você ficou onde? Na zona rural? Comérico é o que não falta na cidade. E sei bem disso. A cidade possui muitos problemas, asim como, qualquer capital brasileira. Senti um ar de recalque, isso sim.

Que idioma você fala com seu(s) filho(s)?